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Google desenvolve inteligência artificial capaz de detectar câncer de mama

Tecnologia foi mais precisa que médicos na identificação das célular cancerígenas

14/01/2020  às  10:05:35
Google desenvolve inteligência artificial capaz de detectar câncer de mama

Além de todo avanço tecnológico que já conhecemos, a inteligência artificial também pode salvar vidas. Uma pesquisa, publicada na revista Nature, mostrou que uma inteligência artificial desenvolvida pelo Google foi capaz de detecter a presença de câncer de mama em mamogramas com mais precisão do que os médicos radiologistas.


Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 59.700 pessoas foram diagnosticadas com câncer de mama em 2018, com 16.724 mortes. Detectar a doença eu sua fase inicial é a melhor forma de combatê-la e, embora as mamografias sejam confiáveis, elas ainda podem gerar falsos positivos ou falso negativos, eventualmente.


Segundo dados da American Cancer Society, radiologistas não conseguem detectar cerca de 20% dos casos de câncer de mama, gerando falsos negativo, assim como muitas mulheres acabam recebendo falsos positivos.


Com o intuito de reduzir erros nos diagnósticos, a Google, em colaboração com profissionais especializados, treinaram algoritmos usando 15 mil mamografias nos EUA e 76 mil no Reino Unido. Depois que os algoritmos foram treinados, o sistema foi incumbido de procurar células cancerígenas em mamografias de mulheres que já possuiam a doença comprovada, como uma maneira de testar a precisão do algoritmo.


O sistema conseguiu reduzir consideravelmente os erros de diagnóstico. Nos pacientes dos EUA, o sistema reduziu falsos negativos em 9,4% e falsos positivos em 5,7%. Nos pacientes do Reino Unido, onde dois radiologistas costumam checar os resultados, o modelo reduziu os falsos negativos em 2,7% e reduziu os falsos positivos em 1,2%.


Embora a inteligência artificial tenha superado os médicos na identificação de câncer de mama na maioria dos casos, o sistema está longe de substituir o olhar do especialista. O estudo publicado pelo Google foi realizado apenas em centros de pesquisa e ainda não foi testado em clínicas, com outras variáveis em jogo, como a qualidade dos mamogramas.


Além disso, durante a pesquisa, houve casos em que os médicos sinalizaram a doença e o sistema não conseguiu detectá-la. Por isso, os pesquisadores têm sido cuidadosos ao anunciar que a tecnologia deve ser usada para “auxiliar” os radiologistas nos diagnósticos, e não substituir os profissionais.

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