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5G deve chegar ao Brasil somente em 2021

Além de dificuldades financeiras, fatores técnicos e regulatórios bloqueiam o caminho

06/02/2019  às  10:51:00
5G deve chegar ao Brasil somente em 2021

A tecnologia de internet móvel mais esperada do ano, o 5G, com potencial de velocidade de 1.000 mbps, não deve chegar tão cedo ao Brasil. Além de dificuldades financeiras, fatores técnicos e regulatórios bloqueiam o caminho. Apesar de o Brasil ter recebido o 4G antes mesmo de países como Argentina e México, na projeção mais otimista o Brasil só terá conexões 5G no mercado a partir de 2021. 

A tecnologia 5G permite velocidades até dez vezes maiores e latências bem menores que a 4G. Para entedermos melhor, enquanto a velocidade nos permite assistir vídeos ao vivo com alta qualidade e sem interrupções, uma boa latência evita que um aplicativo de GPS te avise que você deve entrar à direita somente após você ter ultrapassar a esquina.

A disponibilidade de uma conexão móvel de internet com qualidade tão superior aumenta significativamente as possibilidades de transimissão de um grande volume de dados por diversos tipos de aparelhos, sejam eles smartphones, carros, postes, marcapassos, freezers, semáforos ou leitos inteligentes. Será uma nova (e grande) porta aberta para a evolução da 'internet das coisas'.

Assim como foi com a tecnologia 4G, inicialmente o 5G estará disponível somente em grandes centros urbanos. Atualmente no Brasil, milhares de municípios ainda não têm acessos 4G e 137 se quer possuem conexão 3G.

O investimento necessário para o 5G será alto. As operadoras precisarão comprar o direito de uso das frequências e investir em novas estações de rádio base, onde todos os equipamentos são adquiridos em dólar.

O leilão das frequências de 3,5 GHz, que são as mais apropriadas para a performance do 5G deve ocorrer entre o final de 2019 e o início de 2020, mas até mesmo para esse leilão ainda há um problema: essa faixa de frequência está sendo utilizada (sem regulamentação da Anatel) para transmissão de TV aberta via antenas parabólicas. Segundo o IBGE, um em cada três domicílios brasileiros ainda utiliza o sistema.

As operadoras de telefonia começaram em janeiro a fazer testes para avaliar a dimensão dessa interferência. A partir desses testes, será definido se haverá ou não a necessidade de instalar filtros de frequência nas parabólicas a fim de evitar as interferências. 

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