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Ministro da Economia propõe a criação de um imposto sobre transações financeiras digitais

Guedes afirmou que o novo imposto não irá prejudicar os mais pobres, pois será proporcional aos pagamentos

17/07/2020  às  13:16:06
Ministro da Economia propõe a criação de um imposto sobre transações financeiras digitais

O ministro da Economia, Paulo Guedes, propos a criação de um imposto sobre transações financeiras digitais (semelhante a antiga CPMF). Apesar de admitir que a proposta sofre resistência, rebateu dizendo que o imposto é "feio, mas não é tão cruel" e que "se todo mundo pagar um pouquinho, não precisa pagar muito".

A proposta é tributar as transações financeiras que ocorrem de forma digital com uma alíquota entre 0,2% e 0,4%. Afinal, as transações eletrônicas estão crescendo e têm potencial de gerar uma grande arrecadação.

Guedes também argumentou que o novo imposto não irá prejudicar os mais pobres, pois será proporcional ao nível de pagamentos e que, como a emissão de notas fiscais eletrônicas entre companhias em junho foi 70% maior que no mesmo mês do ano passado, uma alíquota de 0,2% sobre o comércio eletrônico tem uma importante capacidade de arrecadação.

Ainda como forma de amenizar a rejeição, Guedes disse que a ideia não é aumentar a carga tributária, e sim usar essa nova base de arrecadação para compensar a redução de outros impostos e a desoneração da folha de pagamentos, por exemplo. A redução dos encargos trabalhistas tem sido citada frequentemente por Guedes, principalmente como forma de estimular a geração de empregos neste período de crise.

Uma medida tão radical e que recria os moldes da antiga e criticada CMPF, sofrerá muita resistência em ser aprovada, e já está gerando negociações com o Centrão, e tais negociações ainda podem trazer outras complicações impopulares anexas ao novo imposto.

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